Arquivo de visitas

Um jantar para Consulting House

A Consulting House é uma empresa voltada para o marketing experiencial. Ou seja, proporciona desenvolvimento humano por meio de relacionamentos, em particular, entre líderes empresariais. Tem uma sede formada por espaços criados e estruturados para eventos empresariais de relacionamento (Gourmet Place & Lounge), de desenvolvimento executivo (salão/auditório), almoços executivos (Exchange Room) e encontros informais (Garden). Além disso, tem uma extensa linha de atividades: Desenvolvimento de líderes, Exchange, MeetingBrasil, relationship Club e executiveClub. Conheça melhor essas atividades no site www.consultinghouse.com.br

Ontem, recebemos a diretoria da empresa para um jantar. Estiveram presentes por parte da Consulting House, entre outros, Fernando Nogueira, presidente, Henrique Nogueira, sócio diretor e Rodrigo Romero, superintendente. De nosso lado, a Cecília Bragança e eu. Como sempre, o menu-degustação foi comandado com perfeição habitual pela Maria Luiza.

Durante o jantar discutimos inúmeras possibilidades de atuação conjunta. E, de fato, sai com a impressão de que nossas empresas têm várias facetas complementares que poderão render bons projetos no futuro.

André Ctenas

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Gordura trans e o projeto de lei 181/07

Dia 11 passado, a Maria Luiza esteve em Brasília, atendendo ao convite do senador Paulo Paim, autor do projeto de lei 181/07, cuja essência é a proibição da utilização de gordura trans no Brasil em um prazo de dois anos, período no qual os produtos portadores dessa gordura teriam de ostentar uma tarja preta.

Pesa contra a gordura trans o fato de ser deletéria à saúde cardiovascular. Sem dúvida o é e sem dúvida é necessário tomar medidas para evitar que as contas públicas associadas a esse fator sejam consideradas pelas gerações futuras uma herança irresponsável.

No entanto, cabe aqui uma ponderação: a gordura na forma trans é um isômero da forma cis, menos deletéria. O fenômeno que transforma cis em trans é o processo de hidrogenização. E esse fenômeno ocorre devido a um processo industrial, mas também no rúmem dos animais ruminantes. Dito de outra forma, leite, queijo, iogurte, qualquer outro laticínio e vários outros produtos cárneos possuem — pequenas, é verdade! — frações de gordura trans. A grande diferença entre a gordura trans existente naturalmente em alguns alimentos e aqueles no qual ela é industrialmente adicionada é a concentração. Enquanto a gordura hidrogenada industrial contém cerca de 40% de gordura trans, a manteiga chega no máximo a 6%. E nesse caso a dose faz o veneno.

Por isso não é razoável esperar que de repente, todo leite e carne vendido no país seja feito de forma constrangida pelo uso da tarja preta, mas é razoável coibir a adição da gordura hidrogenada. Isso certamente causará sérios transtornos aos fabricantes de alimentos porque a gordura hidrogenada melhora a palatabilidade e a textura, além de aumentar a durabilidade dos produtos. Mas como a lei é para todos, ela não interferirá significativamente na competitividade de nenhuma empresa em particular.

Curiosamente, a razão pela qual a gordura trans é deletéria é mesma pela qual ela é tão atraente para os fabricantes de alimentos: seu ponto de fusão. Ocorre que a gordura trans é sólida até cerca de 42ºC, mais do que a temperatura do corpo humano e mais do que a temperatura ambiente. Isso faz com que os alimentos que a utilizam sejam mais crocantes e permaneçam mais tempo palatáveis. Mas pelo mesmo motivo, quando internalizada no organismo, ela é de baixa solubilidade, tendendo a se agregar e ser aterogênica.

André Ctenas

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O almoço do reitor

De passagem por Goiânia, com destino à Brasília, a Maria Luiza preparou um almoço para a administração da UFG-Universidade Federal de Goiás. O evento teve um gostinho de volta para casa. Afinal, a Maria Luiza foi aluna da UFG de 1976 a 1979 e fez parte de seu corpo docente de 1980 a 1991, na Faculdade de Nutrição e Enfermagem.

Se aqui nós gostamos de mostrar o pequi, o cajamanga, o murici, por lá nós mostramos o morriles e o funghi secchi. Afinal, a vida só tem graça quando você experimenta coisas novas! E haja coisa nova nesse caso! Aliás, a biodiversidade da região Centro-Oeste, mais especificamente do Cerrado, só é comparavel com o da Amazônia. Naquelas paisagens formadas por árvores retorcidas, vegetação rasteira e arbustos habitam centenas de espécies nativas, cujos sabores, cujas propriedades biológicas são ainda muito desconhecidas. Quando escrevemos o livro Frutas das terras brasileiras, eu pessoalmente tentei incluir um capítulo de frutas da região, mas foi em vão, tamanha a falta de informação sobre o assunto. Tudo isso é uma pena, porque essas especies estão correndo riscos crescentes com a ampliação da fronteira agrícola no Centro-Oeste.

André Ctenas

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Jacques e a virada do café

Acho que todo mundo já ouviu falar que o Brasil é o maior produtor de café do mundo, mas faz um produto de baixa qualidade, que serviria apenas de base para os blends importantes que existem por ai. Bom, se você pensa isso, creio que é bom rever sua opinião.

O Brasil, hoje, confirma sua posição no ranking quantitativo de produção de café, mas melhorou muitíssimo também no ranking qualitativo. Isso se deve a novos atores, normalmente produtores de café, que fizeram, nos últimos 10 anos, um enorme esforço de diferenciação e conseguiram uma percepção de qualidade para o produto brasileiro, que não havia sido alcançada com duas décadas de programas governamentais.

Quarta-feira passada, conheci um dos articuladores dessa virada do café, Jacques Pereira Carneiro. Produtor de café de quarta geração, como gosta de se definir, é procedente de Carmo de Minas, região que está passando por uma demarcação geográfica para cultura do café e que propiciará a esta região a primeira DO (Denominação de Origem) para um café brasileiro, processo no qual Jacques está fortemente envolvido.

Nada mal para quem até 15 anos atrás nem sabia que produzia um café tão bom, como candidamente confessa aos seus interlocutores, e que as comissões julgadoras dos torneios de degustação de café insistem em lembrá-lo com 14 premiações desde 2002. Mas ganhar um prêmio de vez em quanto não é nada comparado com o que aconteceu no Cup of Excellence Brasil-2004 , torneio no qual seus cafés arrebataram os 16 primeiros lugares de toda a prova, você leu certo, o 1º, o 2º, o 3º, o 4º, o 5º, o 6º, o 7º, o 8º, o 9º, o 10º, o 11º, o 12º, o 13º, o 14º, o 15º e o 16º lugares da competição. Feito inimaginável e que dificilmente se repetirá.

Nesse festival de premiações, vale também a menção de que ele pessoalmente acaba de ser agraciado (maio passado) com o 3º lugar no mais importante torneio de degustadores de café, SCAE-World Cup Tasting Championship. A posição mais alta alcançada por um produtor de café, ou seja, por um degustador não-profissional. Como vocês podem constatar nada acontece por acaso.

Para saber mais sobre os cafés da região de Carmo de Minas, visite www.carmocoffees.com

André Ctenas

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Uma visita no melhor estilo sense and simplicity

Hoje, recebemos para um almoço o pessoal do marketing, divisão DAP, da Philips. Vieram Luiz Francisco Cegato, comunicação corporativa, Ana Vieira, da Xpress, Odila Fernandes, Centro Culinário Walita, Adriana Gimenes, Marta Messa e Alessandra Aguiar. Já conhecíamos a Alessandra , a Ana e a Odila de uma primeira e animada reunião realizada em final do mês de março na cozinha experimental da Walita. Nessa ocasião recebemos a incumbência de fazer uma avaliação técnica de um livro de nutrição.

Foi uma visita feita dentro do melhor estilo da Philips: foi marcada com antecedência, todas as pessoas que viriam, vieram, sem atrasos, o encontro durou o tempo planejado, ainda que a conversa estivesse animada, tudo feito de forma simples e repleta de sentido.

Nesse almoço, aprendemos muito sobre o posicionamento corporativo da Philips e quando se faz isso é muito difícil não admirar a empresa. Como uma corporaçao viceralmente ligada à tecnologia de ponta, a Philips tinha tudo para ficar por aí enaltecendo os avanços futuristas, que frequentemente promove, ou se apegando à superioridade de seus pixels, de suas tecnologias de nomes indecifráveis, etc. mas preferiram focar a diferença que podem fazer na vida das pessoas. Fazer sentido com simplicidade, como arriscaria traduzir o posicionamento, ainda que eles não o façam.

Gente inteligente esse pessoal da Philips. Foi um prazer recebê-los e esperamos revê-los mais vezes!

Vejam algumas imagens:
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André Ctenas

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Almoço com ADES

Recebemos ontem o pessoal do Marketing de ADES, da Unilever: Renato Curi e Tatiana Lucca. Estavam acompanhados dos assessores de imprensa Fernanda Grilo e César Leme.

Gostamos de surpreender nossos convidados. Ontem, todos os pratos do almoço foram feitos usando ADES como ingrediente principal. Como todos sabem, ADES é posicionado para ser bebido gelado e puro, mas não é que ele funciona bem como ingrediente culinário. O produto se sai bem em molhos, espumas, recheios, sobremesas e naturalmente em drinks não-alcoólicos.

Temos uma relação antiga com a marca ADES, ainda do tempo da Refinação de Milho Brasil (RMB). Ajudamos na introdução da linha de produtos no Brasil. Poucos sabem, mas ADES deriva da expressão Alimentos de Soya. Como você já deve estar desconfiando, a idéia foi importada da Argentina, mas foram necessárias várias adaptações de sabor e também de conceito.

Uma das adaptações mais importantes foi a adoção do splash sem lactose, sem colesterol que hoje não só posiciona a marca, mas toda a categoria que ADES fundou. Esse posicionamento funcionou como um imã para a enorme massa de consumidores que apresentavam algum grau de desconforto com o leite, os intolerantes à lactose, que naquele momento, em 1997, eram simplesmente ignorados pela indústria de alimentos. A marca surfou bem em outra tendência: o crescente prestígio dos alimentos de origem vegetal, em particular, o da soja. Em nenhum momento, outra sutileza, a marca foi posicionada para intolerantes à lactose ou cardiopatas, como talvez fosse possível, mas que daria à imagem de marca uma conotação indesejável de remédio. Esse erro acabou sendo cometido por uma outra categoria, os leites de baixa lactose, que nunca decolaram de fato. Esses leites teriam uma chance maior se simplesmente fossem lançados com os beneficios primários do leite e deixassem o benefício principal, a baixa lactose, ser percebida pelos consumidores, como fez ADES.

O splash sem lactose, sem colesterol era a recomendação final do primeiro estudo de avaliação nutricional que a C2 fez para a marca em 1997. Nesse estudo havia uma lista de benefícios nutricionais do produto encabeçada pelo sem lactose, sem colesterol, seguida pelo fato de ser origem vegetal e ser de soja. A partir dessa lista surgiu a idéia de testar a nova proposta de posicionamento em pesquisas qualitativas. O splash se comportou muito bem e acabou sendo adotado pela marca, no lugar da expressão Tiene todo, como fazia se fazia Argentina.

A linha ADES (original e frutas) teve um desempenho comercial surpreendente. A marca foi construída com pouca mídia, mas com uma ótima percepção da tendência de mercado, que naquele momento aspirava, ainda que de forma silenciosa, por produtos mais saudáveis.

ADES é um bom exemplo do que um bom posicionamento e alguma persistência são capazes de fazer.

André Ctenas

Fernanda Grilo - Fernanda Grilo, da xpressTatiana - Tatiana, marketing ADESRenato Curi - Renato Curi, Marketing ADESCesar Leme - Cesar Leme, da Xpress

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